Abrace sua vulnerabilidade sendo humilde e responsável.

 

O ego é um dos maiores problemas que a humanidade enfrenta. Não é possível não tê-lo, no entanto você pode manter o seu em cheque para criar sucesso nos negócios.

Quando você está sobrecarregado com sua própria auto-estima, o ego está comandando o espetáculo. Cada pessoa tem crenças e medos sobre seu valor e quando sob estresse, comportamentos defensivos ou inflados se manifestam. Quando no palco, conduzindo uma reunião executiva ou fazendo parte de um relacionamento de orientação, sua atenção pode estar ocupada demais com sua visão de si mesmo.

Cada pessoa tem um conjunto de critérios com as quais se julga inconscientemente. Quando você está no topo, sente orgulho e é bom um líder. Quando não, você tem sentimentos de desconforto, pressão ou medo. Comportamentos de luta ou de fuga são acionados, e comportamentos reacionários muitas vezes resultam em desalinhamento do verdadeiro líder que você é. Dinâmicas insalubres passam por cima de sua liderança e arruínam o sucesso da equipe.

Para evitar esses problemas, vamos compartilhar sete maneiras de contornar o seu ego para ajudar sua equipe.

 

  1. A autoconsciência é a chave

Identifique a parte da sua resposta emocional a qualquer situação que esteja ligada à sua autoestima. Você está nervoso com a próxima apresentação, sentindo-se irritado com o feedback do seu chefe, lutando para cumprir o prazo de um projeto? Esse geralmente é indicativo de que seu ego está envolvido.

 

  1. Mentalidade livre de ego

É muito difícil conhecer alguém que tenha uma mentalidade livre do ego, mas muitas vezes, quando você está envolvido em uma causa maior do que você, um nível de humildade é exibido. A vigilância em relação ao nosso ego é uma prática momento a momento. Você pode estar totalmente centrado em uma interação, e então na próxima algo é acionado dentro de você e o ego entra em ação. Quando o ego é colocado de lado e você investe em outras pessoas, portas são abertas para destravar o potencial humano e possibilidades ilimitadas são apresentadas.

 

  1. Sob o capuz

Os hábitos inconscientes geram disfunções e acabam por sabotar o seu negócio. Quando você não consegue identificar elementos destrutivos do seu ego, como a necessidade de estar certo ou o medo do fracasso, o comportamento agressivo defensivo ou passivo cria reflexos no negócio. A colaboração é anulada e as operações cruciais são interrompidas, resultando em um custo para os negócios. Reforçar sua conexão a uma causa grande cria uma plataforma para reconectar-se aos objetivos coletivos.

 

  1. Questões de qualidade

Quando a sua liderança descarrila, fazer perguntas de qualidade cria uma oportunidade para superar a crise. Mudar a sua linguagem cria um disjuntor no circuito de comunicação. Em vez de destacar “isto é o que você está fazendo comigo”, use “isso é o que está acontecendo entre nós”. Isso cria uma oportunidade para reparar relacionamentos. Atribuir a culpa inflaciona o ego e os comportamentos bloqueados criam mais danos. Uma abordagem mais colaborativa ajuda todos a verem que os julgamentos individuais geralmente são imagens espelhadas.

 

  1. Adicionando valor ao servir

A base sobre a liderança é servir. Os melhores líderes sabem que não é sobre eles, é sobre as pessoas que eles atendem. Não permita que seu ego evite que você seja o melhor de si ou que mostre o melhor aos outros. Quando o ego é contornado, comportamentos mais funcionais são instilados e as equipes começam a resolver problemas, priorizar recursos e focar em iniciativas com o maior valor estratégico.

 

  1. Como poluir as águas dos negócios

O líder que sempre procura alguém em quem botar a culpa acaba manchando a estrutura de uma boa cultura no local de trabalho. Quando o CEO da United Airlines, Oscar Munoz, foi entrevistado pela primeira vez sobre um de seus funcionários removendo um passageiro de um vôo, ele se referiu ao incidente como lamentável, mas necessário. Culpar os outros quando as coisas vão mal desacredita o negócio e prejudica a reputação.

Quando o ego é acionado, ele quer vencer, estar certo e evitar parecer estúpido. O ego aponta o dedo para os outros. Os líderes podem se tornar defensivos ou reativos, desencadeando uma cadeia de comportamentos infelizes.

 

  1. Construindo uma cultura de responsabilidade

Para romper uma mentalidade de culpa e vergonha, os líderes devem reconhecer sua parte do problema. O líder deve dar o exemplo. Quando os líderes reconhecem seus erros, uma cultura de responsabilização é criada onde as pessoas se consideram responsáveis independentemente do nível de autoridade. Isso deve começar no topo.

No exemplo da United Airlines, em vez de criticar e atribuir culpa, outra alternativa pode ter sido obtida pelo CEO ao reconhecer que a ação não era consistente com os valores da empresa. Os líderes devem abraçar sua vulnerabilidade e humildade. Ao fazer isso, você define um padrão de excelência que incentiva todos ao seu redor a fazer o mesmo.

 

Imagem cortesia: Pixabay