Muitos locais de trabalho têm suas próprias superstições e rituais. Os associados do Walmart começam cada dia de trabalho com um elogio da empresa. Outras empresas implementam uma dança especifica para comemorar o aniversário de um cliente, ou na abertura da loja diariamente.

Os cientistas sociais dividem comportamentos habituais como estes em várias categorias. Algumas são rotinas de atividades prévias, ou uma série sistemática de etapas que devem ser realizadas antes de momentos importantes, por exemplo, um boxeador que utiliza uma fita protetora nos punhos antes de uma luta, ou um vendedor que engraxa os sapatos e organiza contratos antes de uma chamada de vendas crucial acabam por realizar uma rotina de pré-determinada antes de uma atividade, pois suas ações estão diretamente relacionadas ao trabalho que estão fazendo.

Psicólogos esportivos dizem que em atividades variadas como futebol, mergulho, dardos e polo aquático descobriram que ter uma rotina antes de uma performance ajuda as pessoas a atuarem melhor. Eles não sabem exatamente o porquê, mas suspeitam que as rotinas ajudam na concentração, atenção, a distrair e reduzir a ansiedade, e auxiliam as pessoas a lembrarem das ações que praticarão,

Os rituais ampliam-se para além das ações relacionadas as tarefas que incluem atividades sem conexão clara para a próxima performance. Faz sentido para LeBron James aplicar giz nas mãos antes de jogar basquete, mas as maneiras únicas com as quais ele joga poeira de giz no ar antes da ponta torna aquilo um ritual.

As superstições ultrapassam o ritual. Essas ações assumem um significado mágico, e as pessoas muitas vezes têm uma crença absurda em sua eficácia ou preocupação com as consequências se eles não conseguirem controlar a rotina supersticiosa.

Apesar da falta de compreensão profunda, pesquisas mostram que rituais e comportamentos supersticiosos tendem a funcionar, talvez porque as pessoas acreditam, e ocorra uma espécie de efeito placebo.

E enquanto rituais individuais, como o cuidado dos bonsais, podem aumentar o desempenho, uma pesquisa mostrou que os rituais realizados em uma configuração de grupo podem ter ainda mais efeito nos resultados da equipe por dar-lhes uma sensação de propósito compartilhado.

Os rituais não terminam quando acabam. Quando pilotos de uma escuderia em particular ganham uma corrida, na manhã seguinte, uma réplica de rodas da Liberty Bell é empurrada para o campus da empresa. Cada funcionário corre em volta do objeto, tocando-o para celebrar a vitória, em uma espécie de ritual de boa sorte para os próximos eventos. Então, o piloto principal da equipe, não adota um ritual próprio de pré-corrida, já que a ação em grupo parece ser “suficiente” para um bom desempenho nas corridas posteriores e garante a sorte da equipe. “Nós gostamos de brincar que não temos certeza de que somos supersticiosos, mas nós gostamos de garantir, apenas por precaução”, diz o piloto. Além do ritual coletivo, por “precaução”, é descrito ser comum que os membros da equipe procurem alguns itens que considerem como “atrativos de sorte”, como, por exemplo, moedas perdidas, figas, pés de coelho. “Em momentos diferentes da minha carreira, senti que as superstições podem ter ajudado”, diz novamente o piloto. “É tudo apenas uma questão mental. O poder de nossas mentes e cérebros é enorme, e a medicina moderna está apenas começando a reconhecer os efeitos da atitude positiva “.

Cientificamente não se pode afirmar quanto ao potencial positivo ou negativo das superstições. Sabe-se que estas auxiliam na motivação e confiança, e portanto, auxiliam no rendimento da equipe, e como estimuladores da implementação de uma boa rotina de trabalho.