Negociar um salário ou pacote de compensação é um estresse que você pode gerenciar. Veja como.

 

Você tem uma oferta na mesa de um empregador em potencial (ou até mesmo seu empregador atual) e você está em uma encruzilhada tripla entre aceitar uma oferta, recusar ou enviar uma contraproposta. A ansiedade cresce, a dúvida é uma constante e as palmas das mãos ficam suadas.

Respire. Mantenha a calma. Não entre em pânico.

Negociar um salário ou pacote de compensação é um estresse que você pode gerenciar. É como uma intrincada dança aprendida com o tempo: dê um passo à frente, dois passos para o lado, gire e continue. Tenha em mente, no entanto, as negociações não são nenhuma pista de dança de Reality Show – sem exibições extravagantes ou selvagens, sem improvisação. Basta seguir os passos certos.

Em muitas empresas, a compensação vem cada vez mais na forma de ações, opções e bônus ligados ao desempenho pessoal e do grupo. Esses fatores mais benefícios, tempo de folga, localização (como trabalhar em casa) e título estão todos na mesa durante as negociações. E agora, talvez mais do que nunca, em muitos setores, a negociação dos detalhes mais sutis é cada vez mais importante.

Agora que você tem uma oferta em mãos, talvez seja hora de negociar. Veja algumas dicas para como lidar com uma oferta de salário como um profissional.

 

  1. Seja firme e persuasivo

Não declare apenas seu desejo (um salário 15% maior, digamos, ou permissão para trabalhar em casa um dia por semana); explique precisamente por que ele é justificado (as razões pelas quais você merece mais dinheiro do que outros que eles contrataram). Se você não tem justificativa para uma demanda, pode ser insensato fazer isso.

 

  1. Seja sério

Se você pretende negociar um salário melhor, deixe claro que está falando sério sobre trabalhar para esse empregador.

 

  1. Considere os dois lados

Eles podem gostar de você. Eles podem pensar que você merece tudo que você quer. Mas eles ainda podem não dar isso a você. Por quê? Porque eles podem ter certas restrições rígidas, como limites salariais, que nenhuma negociação pode afrouxar. Seu trabalho é descobrir onde eles são flexíveis e onde eles não são. Se, por exemplo, você está conversando com uma grande empresa que está contratando 20 pessoas semelhantes ao mesmo tempo, ela provavelmente não pode lhe dar um salário maior do que os demais, mas talvez possa ser mais flexível em datas de início, férias e bonificação. Por outro lado, se você está negociando com uma empresa menor que nunca contratou alguém em sua função, pode haver espaço para ajustar o salário inicial, mas não outras coisas. Quanto melhor você entender as restrições, mais provável será que você será capaz de propor opções que resolvam os problemas de ambos os lados.

 

  1. Seja honesto

Nunca minta em uma negociação. Essa decisão frequentemente volta para prejudicá-lo, mas mesmo que isso não aconteça, ainda é antiético.

 

  1. Pense além do dinheiro

Não fique preso ao dinheiro. Concentre-se no valor de todo o negócio: responsabilidades, localização, viagens, flexibilidade no horário de trabalho, oportunidades de crescimento e promoção, vantagens, apoio para educação continuada e assim por diante.

 

  1. Negocie de uma só vez, não em partes

Se alguém lhe fizer uma oferta e você estiver legitimamente preocupado com partes dela, geralmente é melhor propor todas as suas alterações de uma só vez. Não diga: “O salário é um pouco baixo. Você poderia fazer alguma coisa?” e então, uma vez que ela tenha trabalhado nisso, volte com “Obrigado. Agora, aqui estão duas outras coisas que eu gostaria…”. Se você pedir apenas uma coisa inicialmente, ele pode assumir que conseguir isso o fará aceitar a oferta (ou pelo menos para tomar uma decisão). Se você continuar dizendo “e mais uma coisa …”, é improvável que ela permaneça com um humor generoso ou compreensivo.

 

  1. Lembre-se de que isso não é um reality show – você não está em O Aprendiz

Resista à tentação de provar que você é um ótimo negociador. Lutar para conseguir um pouco mais pode atrapalhar as coisas – e pode limitar sua capacidade de negociar com a empresa mais tarde em sua carreira, quando pode ser mais importante.

 

Imagem cortesia: Pixabay