Depois de uma nova reunião de negócios com os membros da sua empresa, quando há um membro novo no time, percebe-se uma tendência de tentar minimizar as dificuldades (que são esperadas neste momento de adaptação) com respostas pouco precisas, ou apenas concordando com o que quer que o lider diga. O problema surge quando esta pessoa é o lider, e que deveria dispor de segurança e conhecimento, e por receio de pedir auxilio, por vezes isenta-se. Sabe o motivo disto acontecer? Pois as pessoas gostam de impressionar, o que as faz ter medo de ser transparente. O que é importante de se ter em mente (e o porquê desta analogia ser interessante ao nosso exemplo), é que, apesar do desejo, não se pode controlar tudo, todos ou dominar todos os saberes.

 

Você não pode controlar tudo.

 

Muitos líderes não têm influência em suas organizações porque não conseguem dar a seus funcionários a autonomia necessária. Ou seja, para não tornar óbvio um possível despreparo, muitas vezes um chefe centraliza em si o controle sobre diversas atividades, mesmo as quais não possui conhecimento sobre o assunto. Ainda há a possibilidade deste realmente dominar inúmeros saberes, mas não delegar funções sobrecarrega uma pessoa, de forma a não conseguir gerir todas as atividades as quais se propõe. O controle não é necessariamente um negativo, mas não conduz à influência.

O que um verdadeiro líder teria dito é: “Ouça, ainda estou aprendendo e realmente aprecio o seu me ajudar a entender melhor isso.” Ou poderia ter perguntado: “Você pode me ajudar a entender por que isso é feito dessa maneira?”

 

Você não precisa saber tudo.

 

Infelizmente, jogadas de poder com pessoas em cargos de liderança ocorrem em todos os níveis em empresas de tamanho geral, mas especialmente em situações de novos colaboradores, que procuram marcar sua marca em um ambiente caótico.  Também é comum com aqueles que são responsáveis por estratégias de marketing multicultural, diversidade e iniciativas de inclusão. Essas iniciativas são muitas vezes marginalizadas e percebidas como centros de custo (despesas), e não como centros de lucro (investimentos). Esses líderes devem ser transparentes o suficiente para dizer às pessoas em qualquer nível na hierarquia: “Eu tenho uma bagunça aqui. Eu tenho que aprender como lidar com isso. Então pensei que você poderia me ajudar. Como você pode me ajudar a resolver isso e criar uma estratégia de crescimento? “

Por que não podemos fazer isso? Geralmente, os líderes evitam esse tipo de comunicação porque não vemos o poder na transparência. Não entendemos o valor de admitir que talvez não possamos saber tudo para os outros – parceiros internos e externos – que podem ajudar e trabalhar juntos como equipe. Vemos o poder na resistência, não nos relacionamentos. Este é um problema nos negócios, mas também, cada vez mais comum na sociedade no geral.

 

Não é só sobre você.

A transparência exige que os líderes trabalhem com um propósito generoso. Eles conhecem a sabedoria por trás das palavras de terceiros, em um lugar onde os melhores interesses de todos são levados ao coração, independentemente da hierarquia ou da classificação. Quando a cultura corporativa valoriza a transparência e promove feedback direto e honesto, capacita as pessoas a quebrarem ciclos e construir pontes para fortalecer a comunicação, clareza e compreensão.

Líderes e empresas que trabalham com um propósito generoso incentivam a partilha de conhecimento e sabedoria, e assim maximizam e alavancam o capital intelectual que se encontra dentro da organização, seus funcionários, clientes e parcerias externas. Os líderes que adotam esta mentalidade completamente estão passos a frente dos demais. Eles são genuínos ao fazer com que seus funcionários se sintam valorizados, e seus clientes queridos, porque eles o vêem como não só o que é certo, mas também como uma vantagem competitiva para a evolução e o crescimento. Quando os líderes aplicam foco estratégico com a mentalidade da evolução, eles estão em constante renovação e modo de reinvenção. Eles têm a vontade de melhorar as coisas, investir em relacionamentos e cultivar ambientes de transparência e reciprocidade – onde a diversidade de pensamento é valorizada.

 

Esse é o poder da transparência.

 

Há tanta dúvida no mundo – não apenas como, mas por que devemos nos transformar, e a nossos negócios e nossa nação como um todo. Mas nós continuaremos trabalhando em propósitos concretos, sem a coragem de ver que ser transparente realmente faz sua liderança mais poderosa. Você não está diminuindo sua influência e autoridade; você está ganhando respeito.

A transparência é muitas vezes vista por muitos empresários como uma coisa sensível. Mas é uma coisa muito séria, então pare de apenas falar a respeito e tente adotar isto em seu dia a dia. Quanto mais transparentes somos, mais estamos criando uma base para que pensemos em como crescemos, não apenas como empresas, mas ótimas pessoas no centro dessas empresas.