Não espere até administrar uma crise para decidir quem você quer ser e quais valores você deseja que sua empresa defenda.

O termo “marca pessoal” denota o fenômeno de pessoas que comercializam e a si mesmos e suas carreiras como marcas. E você? Você possui sua própria “marca”? Um CEO deve cultivar sua própria marca, separado da empresa? A resposta curta é sim!

Há boas razões para isso: um estudo concluiu que 48% da reputação de uma empresa pode ser atribuída à posição de seu CEO. Esses líderes representam a visão de sua empresa, então ambos devem exemplificar os mesmos traços e valores. No entanto, um CEO não permanecerá sempre como CEO da mesma empresa. É por isso que é essencial criar uma identidade de marca que os CEOs possam possuir – uma espécie de marca paralela.

Uma marca pessoal o levará além. E, embora o público possa ter um fascínio por uma determinada empresa, são as pessoas da empresa que sentem a maior conexão.

Então, por que 61% dos CEOs, de acordo com CEO.com, não têm uma marca pessoal ou presença na mídia social? Porque eles não acham que esse movimento terá um impacto pessoal ou profissional. Eles não poderiam estar mais errados.

A lição aqui, é claro, é que mais CEOs precisam possuir sua marca. Então, a próxima pergunta tem a ver com erros pessoais de marca. Aqui estão três comuns:

 

Pensar que você não precisa de uma marca pessoal

Se esta frase descreve como um CEO pensa sobre sua marca pessoal, essa pessoa não tem nada de CEO. Não se trata de “eu não quero” ou “eu odeio falar de mim mesmo”. Isso precisa ser sobre o que define você como líder e o que define você fora do seu trabalho diário. Quais são suas crenças e valores? Como você quer impulsionar o crescimento e a inovação? Basicamente, isso é tudo que faz você, você.

Sua marca pessoal é para sempre sua, por isso, é sua responsabilidade criar uma que combine seu estilo de liderança, ideais e valores com a marca da sua empresa. Juntas, essas duas marcas devem incluir o complemento perfeito, mas também devem poder existir separadamente. Lembre-se, você nem sempre será o CEO dessa empresa.

 

Pensar que você pode delegar sua marca pessoal

CEOs são pessoas ocupadas, mas isso não significa que você pode dizer ao seu relações públicas ou à equipe de marketing para “criar” uma marca para você. Não há vergonha em usar sua equipe de relações públicas ou de marketing para ajudá-lo a criar aspectos da sua marca, como pontos de conversa, conteúdo ou uma nova biografia aprimorada. É só que moldar e criar são duas coisas diferentes.

Muitos executivos acreditam que a parte mais difícil da construção de uma marca é não saber sobre o que escrever e que isso é algo com o qual sua equipe pode ajudá-lo. No entanto, se você não sabe quem você é agora e nem o que você representa, nenhuma equipe de relações públicas pode ajudá-lo.

Claro, eles podem criar uma persona para você, mas o resultado não será autêntico e causará danos irreparáveis, não apenas à sua reputação pessoal, mas também à da sua empresa. A criação de uma persona da marca não deve ser transacional. Ela dever ser e refletir algo incrivelmente pessoal.

 

Pensar que você não precisa de uma presença na mídia social

Mais uma vez, errado! Um relatório de 2016 da BRANDfog disse que 75% dos entrevistados acreditam que a liderança executiva de uma empresa é aprimorada por esses líderes serem ativos nas mídias sociais.

Se você é um escritor forte, pense em escrever um blog – no site da sua empresa ou em uma revista que cobre o seu setor. Compartilhe também o artigo publicado nas plataformas da sua empresa, incluindo o LinkedIn. O conteúdo que você escreve não precisa ser demorado ou excessivamente técnico. Tem que ser preciso, pensativo (ou instigante), divertido e educativo.

Pense nas diferentes plataformas sociais como canais de TV; você não precisa assistir a todos eles, mas precisa apresentar vários meios para transmitir sua mensagem.

Aqui está a boa notícia, então: nunca é tarde demais para virar o navio. Não espere até que você esteja administrando uma crise para decidir quem você quer ser e quais valores você deseja que sua empresa defenda.

 

Imagem cortesia: Pixabay